Postado em março 28, 2009 - por cybelegiannini
A Rainha do Teatro
Por Marina Moll
Marina.moll@gmail.com
Aracy Cortes, grande atriz do teatro de revista! Hoje, seu nome talvez soe como “desconhecido”, mas já brilhou muito nos palcos e rádios de nosso país.
Zilda de Carvalho Espíndola – nome de batismo dessa grande vedete – veio ao mundo em 1904 e diz-se ter sido criada pela madrinha não muito acolhedora. Aos dezessete anos, saiu de casa e foi trabalhar em um circo, onde fazia números musicais e já brilhava com sua voz que deu vida a canções de diversos compositores renomados de nosso país, dentre eles: Ary Barroso, Lamartine Babo, Pixinguinha – que, aliás, era seu vizinho e mais tarde foi parceiro na fundação de um grupo teatral.
Além de ter sido a primeira, senão a única, a levar aos palcos teatrais uma das tantas maravilhosas músicas do nosso Poeta da Vila, Com Que Roupa foi interpretada brilhantemente por Aracy em um de seus espetáculos.
O teatro de revista era conhecido e destacava-se não só pelo estilo musical, mas, sim, e principalmente, pelo apelo popular. Mulheres bonitas, conflitos corriqueiros e críticas à sociedade e a seus costumes eram indispensáveis a esse gênero tão consagrado das décadas de 20 e 30.
Com traços marcantes e tipicamente brasileiros, personalidade forte e um corpo ideal, a nossa rainha carioca brilhava nos palcos de revista como ninguém. Não à toa considerada a rainha do teatro, foi uma das primeiras na profissão e serviu como exemplo para muitas outras atrizes. Foi nomeada também como rainha do rádio por interpretar brilhantemente canções de compositores da época que fizeram muito sucesso em sua voz. Chegou inclusive a gravar algumas dessas canções, mas pouco temos registro disso hoje em dia.
Pouco se encontra também sobre essa grande mulher que marcou a nossa história e que nos deixou em 1985, tendo subido ao palco pela última vez na década de 70. Apesar de seu centenário ter acabado de se completar, Aracy Cortes, como mulher e artista que foi, deveria estar mais presente em nossa história, assim como outros grandes artistas que nos fazem hoje ter o que temos e ser o que somos. Cabe a nós, também artistas, darmos mais atenção a esses nomes que buscavam a sua forma de expressão e só enriqueceram a nossa cultura. Não deixemos que caiam no esquecimento, nós precisamos deles e de toda a sua contribuição à arte.
Obrigada, Aracy, e a todos os artistas brasileiros dessa época, por contribuírem com a história da nossa arte! Nós, artistas de hoje, agradecemos.



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março 29, 2009
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Olha só que beleza…
Nossa amiguinha escrevendo no blog. Até que enfim um texto que não seja lamento.
heheh
Parabéns pelo texto.