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Postado em junho 28, 2011 - por cybelegiannini
Crítica de Maria Lúcia Candeias
Por Cybele Giannini
cymar@uol.com.br
Musical conta vida e canta obra do Poeta da Vila
Noël Rosa, o Poeta, o Músico, Cronista de Uma Época é um espetáculo em cartaz no Teatro Brigadeiro (nos fins de semana) que reúne músicas e biografia do autor de As Pastorinhas, entre tantas outras de suas composições. Você sabia que ele morreu com 26 anos (1910 a 1937) deixando mais de duzentos sambas que todo mundo canta até hoje?
A maior parte dos músicos e críticos o considera o maior sambista de todos os tempos. Não se sabe se outros gênios tipo Nelson Cavaquinho, Cartola e Adoniram vão durar tanto em cartaz como ele. Vale lembrar que Chiquinha Gonzaga (século 19), que sobrevive há mais tempo, não mantém tanto sucesso, embora seu Abre Alas continue famoso.
Só pra conhecer melhor esse gênio brasileiro, o Poeta da Vila, já vale correr para assistir a esse trabalho escrito e dirigido por Cybele Giannini (que também atua como a mãe do protagonista) e, imagine, somado a isso ouvir suas maravilhosas músicas.
Não vacile, seja como as pessoas que nascem na Vila e nem sequer vacilam ao abraçar o samba. Ainda mais que além do elenco de treze atores há, também, o conjunto de seis excelentes músicos que integram o Grupo JB Samba.
Nos papéis centrais estão: Glau Gurgel (Noel), Karina Pedrosa (a mulher indigesta) e Áurea Giovanini (Ceci) fazendo as duas namoradas.
Além deles, a ótima direção musical é de Reinaldo Sanches, os excelentes figurinos são da diretora enquanto que a coreografia, a cenografia e a iluminação levam a assinatura de Paulo Perez que se dá bem em coisas tão diversas.
Se você perder, provavelmente não vai poder pedir ao garçom uma média que não seja requentada e terá que se contentar com um simples pingado.
Maria Lúcia Candeias
Doutora em teatro pela USP
Livre-Docente pela UNICAMP
Postado em maio 10, 2011 - por cybelegiannini
Foi maravilhoso o início desta nova temporada
por Cybele Giannini
cymar@uol.com.br
Reestreamos na sexta, dia 6, muito felizes e, apesar de certo atraso no início da sessão, por problemas técnicos, foi um ótimo recomeço! Muita garra, muita união e harmonia, talento de sobejo! Bravo, elenco! Bravo, músicos! Bravo, assessores!
Vocês não podem perder! Venham ver-nos no Teatro Brigadeiro.
Esperamos você com um grande entretenimento, muito humor, coreografias lindas e – claro! – a deliciosa, e sempre pertinente, música de Noël!
Até lá!
Postado em novembro 19, 2009 - por cybelegiannini
Palavras do Glau (Noël)

Glau Gurgel
Por Glau Gurgel
glaugurgel@hotmail.com
Experiência é fundamental na vida. Guardarei e acho que por muito tempo, boas lembranças de Noel. Foi uma aventura e um grande prazer estar com todos ao longo do ano. Ora aos atropelos, ora com grande satisfação. O maior prazer foi a homenagem ao grande compositor feita com todo o respeito e reverência que foi possível. Noel merecia ainda mais: que tivéssemos melhores condições para apresentá-lo ao grande público. Público que generosamente cantou, sorriu, chorou com a gente. É um espetáculo para entrar na nossa história, sem dúvida! Beijos a todos.
Postado em outubro 28, 2008 - por cybelegiannini
Obrigada, DEMAISTV
Por Cybele Giannini
patrocinio@noelrosaomusical.com.br
Foi maravilhoso o espaço que nos cedeu Uerlon Oliveira em seu programa Arquivo Aberto na sexta-feira à noite (com reprise ontem, segunda, à hora do almoço).
Reinaldo Sanches, Danilo Andrade, Roberto Cláudio, John Jardin e eu falamos de Noël, de nosso trabalho, da necessidade de patrocínio para o nosso projeto e – acompanhados pelo teclado de nosso diretor musical – cantamos Feitiço da Vila, Filosofia e um pot-pourri (Seu Jacinto, Pastorinhas e Conversa de Botequim).
Participaram conosco, abordando brilhantemente suas especialidades, o Dr. Alexander Gomes de Azevedo (sobre lipoaspiração pelo método HLPA) e a Dra. Adelina França (sobre violência doméstica).
Agradecemos a todos que assistiram à nossa entrevista e aproveito para explicar que, ao teclado que se ouviu nas músicas que apresentamos, faltaram mais vozes (os outros atores não puderam comparecer por terem compromissos) e o Grupo JB Samba, que nos acompanha com cavaquinho, violão, pandeiro, cuíca, reco-reco, timba e caixa.
Esperamos seu contato pelo site ou seu comentário aqui.
Abraços.
Postado em outubro 14, 2008 - por cybelegiannini
4 – Incentivos são sempre bem-vindos!
Por Dienny Souza
Maravilhoso! Adorei a idéia e a proposta!
Vi, através do site, um pouco do espetáculo (a que infelizmente não assisti) e confesso que, quando percebi, os meus pés já “tamborilavam” no chão.
Na Era das “cachorras” e outras coisas mais, é emocionante ver um grupo empenhado em resgatar a memória de um gênio e sua música – de absoluta qualidade.
Contemos com o bom-senso dos empresários para patrocinar e ter os seu nomes associados a um projeto tão bonito.
Um grande abraço.
Postado em outubro 10, 2008 - por cybelegiannini
Noël atualíssimo!
Por Cybele Giannini
cymar@uol.com.br
O horário de verão começa neste mês, mas poucos sabem que o primeiro data de 1931 e que Noël, intrigado com a mudança, escreveu dois sambas sobre o assunto.
Observem a ironia e sagacidade do menino (só com 21 anos, então) neste trecho de letra de um deles: O Pulo da Hora.
“O meu relógio
É de ouro brasileiro,
Trabalha bem sem a corda,
Sem ter vidro nem ponteiro.
Em minha casa
Surgiu hoje uma briga:
Meu credor usa a moderna
E eu uso a hora antiga.
O carioca
Perdeu a calma e a paz:
A hora pulou pra frente
E a nota pulou pra trás.
Mas eu agora
Já gostei desse brinquedo,
Para me vingar da hora
Janto três horas mais cedo.”
Impressionante a genialidade do garoto!
Abraços.
Postado em setembro 7, 2008 - por cybelegiannini
Roda-de-samba chique
Por Cybele Giannini
cymar@uol.com.br
É neste espaço que vou contar, aos poucos, o caminho árduo que temos percorrido para conseguir ficar em cartaz com nossa peça.
Como já escrevi aqui, tudo se iniciou em 2006, portanto há dois anos. Pois bem, na metade desse caminho (há exatos 12 meses), pudemos ficar seis dias em cartaz no Centro Cultural São Paulo, numa pré-estréia de arrasar.
Nem sei como explicar nossa emoção ao encenar este espetáculo. O que sei é que, em uma cena quase no final do segundo ato, cena de que não faço parte (porque também sou atriz na peça), mas a que assistia da coxia, ficava aos prantos todo os dias.
Trata-se da cena em que Noël, desanimado pela doença e o rompimento de um caso amoroso, chega ao botequim onde encontra todos os seus amigos compositores que, para animá-lo, cantam – cada um, um trecho – algumas composições dele.
Lá detrás, eu ouvia aquela maratona de músicas lindas, encadeadas umas às outras pelo pessoal do JB que acompanha magistralmente os atores-cantores, e observava o empenho e o brilho de todos, que davam magnitude à cena. Era mesmo uma “roda-de-samba chique”, como afirmou, à época, o crítico Guilherme Bryan, no site do Yahoo!.
Era mesmo muito emocionante! Logo, logo, estaremos de volta e vou poder chorar mais… de emoção!








