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Tags do post ‘Wilson Baptista’


Postado em dezembro 14, 2009 - por cybelegiannini

Palavras do Hélvio (Ismael Silva)

Por Hélvio Silva
helviosilva123@yahoo.com.br

Hélvio Silva

Hélvio Silva

2009

É com a alma lavada e enxugada que venho transmitir minha alegria ao participar do elenco deste espetáculo chamado “Noël Rosa – O Poeta, o músico, cronista de uma época”.

Fico grato a todos que participam e participaram deste espetáculo, pois a sutileza e o carinho com que são feitas as cenas mostram o trabalho bem feito de todos os colaboradores que direta ou indiretamente trabalharam para que tudo acontecesse bem. Tudo isto se encerra no vislumbre do público ao final do espetáculo. Não quero citar nomes, pois pecaria se esquecesse algum e em contrapartida guardo cada um com carinho, principalmente àqueles com que tive contato neste ano com a Cya Grita Absoluta.

Rogo que possamos continuar em cartaz em 2010, ano do centenário de nascimento de Nöel Rosa, prestando assim, nossa homenagem a este ícone de nossa música. Que o deus Dioniso (equivalente ao romano Baco) nos ilumine. Que a força esteja conosco. Bjs.


Postado em novembro 4, 2009 - por cybelegiannini

Palavras do Soró (Lamartine)

Por Soró Linhares
soro.souza@uol.com.br

FIZEMOS HISTÓRIA!

Soró Linhares

Soró Linhares

OI, MINHA COMPANHEIRA DE  DE LUTA!

EU AGRADEÇO O SEU IMENSO CARINHO EM ME ACOLHER NO ESPETÁCULO NOËL ROSA…

ONTEM DISFARÇADAMENTE FIQUEI EMOCIONADO COM A APRESENTAÇÃO, AFINAL DE CONTAS A TRAJETÓRIA DO ESPETÁCULO É DURA , MAS NÃO MENOS PRAZEROSA. POSSO AFIRMAR QUE A EXPERIÊNCIA FOI INCRÍVEL.

SEI O QUANTO PRA VOCÊ É DURO TER QUE INTERROMPER O TRABALHO. FORAM TANTAS EMOÇÕES QUE TIVEMOS. UM ELENCO BEM FLEXÍVEL, MUITAS PESSOAS PASSARAM PELA HISTÓRIA DE NOËL ROSA, O POETA , O MÚSICO, CRONISTA DE UMA ÉPOCA.

A MINHA FELICIDADE É TER PARTICIPADO DESSE  TRABALHO.

O ESPETÁCULO ME PROPORCIOU CONHECER PESSOAS MARAVILHOSAS, COMO DANILO, DEDÉ, JOÃO, KARINA, GIS, JÔ, ROBERTO. FOI O COMEÇO DE TUDO.

MAIS TARDE, O ELENCO FOI SENDO CONSTITUÍDO PELOS OUTROS ATORES, UNS  PERMANECERAM , OUTROS SAÍRAM E NÓS CONTINUAMOS. QUE DELÍCIA CONVIVER COM PESSOAS QUE AMAMOS!

O JB SAMBA E CIA., UMA MARAVILHA, SEMPRE NOS AJUDANDO, ATENDENDO  A NOSSOS CHAMADOS. O PROFESSOR, COM SUA PACIÊNCIA, NOTA POR NOTA, PARA QUE EU PUDESSE FAZER MINHA PERFORMANCE DA MELHOR MANEIRA POSSÍVEL.

SÓ TENHO MESMO QUE AGRADECER E CONTINUAR A CAMINHADA. OUTROS TRABALHOS VIRÃO, NOVOS DESAFIOS.

ACREDITO QUE TERMINAMOS A TEMPORADA COM SUCESSO, PORQUE NUNCA DEIXAMOS DE APRESENTAR O ESPETÁCULO, SEMPRE ESTIVEMOS NO PALCO DIGNAMENTE PARA VIVER NOËL ROSA O POETA,  O MÚSICO  CRONISTA DE UMA ÉPOCA.

MAIS UMA VEZ, REVERENCIO O SEU TALENTO, CYBELE, SUA DEDICAÇÃO, SUA VOCAÇÃO E, SEM DÚVIDA NENHUMA, SEU AMOR POR MIM QUE, SEI, É MAIOR DO QUE POSSO IMAGINAR.

AOS JOVENS DANILO, DEDÉ, KARINA, JOÃO, JÔ, ROBERTO, GIS, QUE DELÍCIA DE PESSOAS! CITO O NOME DELES PORQUE FORAM OS PRIMEIROS. QUANDO CHEGUEI, FUI TÃO BEM RECEBIDO POR ELES, QUE VI ALI  QUE ESTAVA NO MEIO DE UM ELENCO COM QUEM, COM CERTEZA, IRIA APRENDER MUITO.

OBRIGADO, MÁRIO REIS, LAMARTINE BABO, GAÚCHO, JOEL,  ALMIRANTE, HÉLIO, ALVINHO, ARACY CORTES, CLARA, FRANCISCO ALVES, PERY CUNHA, JULINHA, ORESTES BARBOSA, ARACY DE ALMEIDA, LINDAURA, CECI, MARTHA, VÓ RITA, BRAGUINHA, FINA, ISMAEL SILVA, DR. EDGAR, HOMERO DORNELLAS, NÁSSARA, MARÍLIA BAPTISTA, D. OLINDINA, MÁRIO LAGO, WILSON BATISTA, GARÇOM, AMIGO( O GAGO), VIZINHAS, BRITO, AMIGO DA FACULDADE, NONÔ, REPÓRTER, FOTÓGRAFO, COMISSÁRIO DE POLÍCIA, AMIGA DA CECI, LOCUTOR, VADICO E TANTOS OUTROS…

AGRADEÇO A TODOS OS ATORES: O MEU MAIS SINCERO CARINHO.

O MEU AGRADECIMENTO ESPECIAL AO ATEMPORAL NOËL ROSA, O POETA, O MÚSICO, CRONISTA DE UMA ÉPOCA.

CYBELE, NÃO PODERIA DEIXAR DE ESCREVER PARA AGRADECER-LHE POR TUDO E POR COLOCAR-ME EM CENA. MUITO OBRIGADO.

DO AMIGO/ COLEGA/AMOR INCONDICIONAL..SORÓ


Postado em fevereiro 19, 2009 - por cybelegiannini

Bem-vindo, Hélvio!

Chegou o negro que faltava para os papéis de Ismael Silva, Wilson Baptista e Nonô. Estamos felizes com sua chegada e integração, Hélvio.
E MERDA para todos nós!!!


Postado em fevereiro 2, 2009 - por cybelegiannini

Precisa-se, com urgência, de ATOR NEGRO

Por Cybele Giannini
patrocinio@noelrosaomusical.com.br

CARACTERÍSTICAS: magro, com DRT, mais de 1m75, noções de canto e dança, entre 25 e 30 anos –  para os papéis de Ismael Silva e Wilson Baptista.

Como é difícil encontrar um ator-cantor para esse perfil! Mas não custa insistir. Quem sabe alguém leia este artigo e me indique esse ator?

Vamos estrear em maio, pessoal, e não conseguimos ninguém para a vaga do nosso querido Roberto que foi morar lá no Paraná…

Se você ler esse artigo e conhecer um negro bom de palco e de gogó, escreva para mim, tá?

Obrigada, gente.


Postado em janeiro 16, 2009 - por cybelegiannini

Novo ano, projeto renovado: seleção de atores

Cybele Giannini
patrocinio@noelrosaomusical.com.br

Voltamos, gente! Estamos ensaiando a todo vapor e com toda a garra e alegria para poder estrear em maio – se Deus quiser!

Nesta nova etapa, com a saída de três atores da montagem original, entraram para o elenco Glau Gurgel no papel do Noël e Marina Moll, no de Ceci, mas ainda estamos à procura de um

Ator negro – alto e magro, com noções de canto e dança, entre 25 e 30 anos, com DRT –  para os papéis de Ismael Silva e Wilson Baptista;

Se você conhecer pessoas com esses perfis, por favor, peça que entrem em contato comigo (e-mail acima).

Agradecemos a todos aqueles que vêm acompanhando nossa trajetória e tentando ajudar-nos nesta luta que, ao fim, será gloriosa.

Noël, obrigada por esta oportunidade!


Postado em dezembro 25, 2008 - por cybelegiannini

Crônicas da Amendoeira (Prêt-à-Porter, Caetano e a SIR)

Por Aldo Guerra
(Crônica publicada no site Recanto das Letras)

Prêt-à-Porter anda possesso com aquilo que ele vem chamando de Síndrome da Imbecilidade Recorrente (SIR). A doença, segundo ele, abate-se sobre artistas, escritores, intelectuais e, sobretudo, políticos. Ainda para o velho guardador de águas da CEDAE, a raia miúda é naturalmente imune à forma grave da doença, revelando apenas traços mais amenos da sintomatologia do gravíssimo mal. Mas, dentro do grupo de risco, os narcisistas estão entre os mais vulneráveis.

Na Amendoeira, entre uma sagatyba e outra que o bom Marcinho lhe serve, Prêt-à-Porter discorre sobre as conseqüências da SIR. Seu primeiro caso analisado – espécie de O Estágio do Espelho Lacaniano – foi a polêmica ridícula (e falsa) levantada por Caetano Veloso que, pretensamente saindo em defesa de Wilson Batista – como se este precisasse -, esculhambou Noel Rosa, acusando-o de racista e homófobo, entre outros arroubos imbecis. Para o velho aposentado o caso de Caetano é o mais emblemático pela recorrência contumaz dos sintomas.

  – Professor, o senhor lembra do discurso durante a apresentação de É proibido proibir  naquele festival? Pois é, aquilo não foi apenas uma raivazinha pela desclassificação do Gil. Foi faniquito, uma quase convulsão sindrômica!

Mais um gole de sagatyba e um eloqüente Prêt prossegue:

  – Tem também os casos com o Paulo Francis e o Tinhorão. Mas, como se trata de um caso de tríplice imbecilidade durante os ataques, o exemplo não serve.

Meu bom e velho amigo tentava falar com naturalidade. Para ele, ao execrar o clássico Feitiço da Vila com os argumentos que utilizou, Caetano não revelava apenas toda a sua ignorância sobre o objeto de seu ataque histérico. Não. Para o amigo havia mais que uma simples baianice chamando para si os holofotes que mais cegam do que ampliam a visão.

  – Caetano talvez seja um caso crônico, coitado! Talvez ele devesse tomar uma com a gente e entrar Numa…

Sorrimos todos. Regina e Marcinho vieram se juntar a nós. Brindamos ao Poeta da Vila enquanto ouvíamos Prá que mentir? ao som do violão do Roberto e da inconfundível flauta do amigo Gil.

Obs. Leia mais sobre esse assunto no artigo Polêmica: Caetano Veloso X Noël Rosa neste blog (abaixo, em postagens antigas).


Postado em outubro 15, 2008 - por Danilo Barros Andrade

Um duelo de artistas: Wilson Batista X Noël Rosa

Por Danilo Andrade
barrosandrade@hotmail.com

O famoso duelo musical entre Noël Rosa e Wilson Batista  rendeu muitas músicas que ficaram pra história. A “briga” entre esses grandes sambistas, que já faz mais de 60 anos, é resgatada e revivida em nosso espetáculo musical.

Muita gente não entende por que até hoje houve essa “treta”. Tudo começou quando Noël escreveu uma bela canção chamada Rapaz Folgado, depois de ouvir Lenço no Pescoço, em que Wilson Batista se orgulhava de ser vadio.

Na canção Lenço no Pescoço, Wilson fazia apologia à malandragem.  E Noël, por sua vez, não se sentia à vontade por saber que Wilson Batista encarava a palavra malandro como sinônimo de sambista.

Wilson Batista diz: “Meu chapéu do lado, tamanco arrastando…”
e
Noël Rosa responde: “Deixa de arrastar o teu tamanco, pois tamanco nunca foi sandália…”.

E o que aconteceu depois você confere nos próximos posts!

Fique com esta:

01 Lenço no Pescoço- Rapaz Folgado- Mocinho da Vila – 01 Lenço no Pescoço- Rapaz Folgado- Mocinho da Vila


Postado em outubro 14, 2008 - por cybelegiannini

Noël Rosa X Wilson Baptista

Por Roberto Cláudio (intérprete de Wilson Baptista)



“Ontem, 4 de maio de 1937, morreu o grande Noël Rosa, o poeta do povo. Emudeceu o violão que tanto nos fez cantar e dançar. Ele foi embora jovem, mas nos deixou um legado enorme de músicas maravilhosas. Que Deus acolha com amor o maior compositor de samba do Brasil”.


Este é o texto com que se inicia e termina o musical Noël Rosa – O Poeta, o Músico, Cronista de Uma Época, de Cybele Giannini.


Compositor fascinado pela malandragem carioca, Noël Rosa expôs em versos as mais diversas situações do cotidiano boêmio do Rio, em especial de sua Vila Isabel. Foram inúmeras parcerias, dentre elas com Ismael Silva, Braguinha (João de Barro), Nonô, Orestes Barbosa, Vadico, Nássara e Lamartine Babo, mas a que mais repercutiu foi a com seu oponente musical – Wilson Baptista. Depois da famosa polêmica que travaram, conheceram-se e, entre um e outro desafio, tornaram-se amigos.


Este musical traz um pouco do rico repertório de Noël Rosa e resgata, com figurinos e cenários, a época mágica do início do samba. Com o Bando de Tangarás, com os Ases do Samba ou mesmo sozinho, ele retratou amores e amigos em canções que fizeram e fazem parte de nossas vidas.


Noël Rosa foi compositor, violonista, marido, filho e boêmio. Morreu aos 26 anos de idade e viveu mais intensamente que muitos senhores que chegaram aos 80.


“Você não morre tão cedo, você não morre tão cedo

Juro que, neste momento pensava nessa sua pessoa

tão boa, tão boa que até dormindo perdoa…”

(Noël Rosa)


Postado em outubro 11, 2008 - por cybelegiannini

Os companheiros de Noël Rosa

Por Cybele Giannini
cymar@uol.com.br

Se você tem mais de 40 anos e gosta de boa música, já deve ter ouvido alguma desses craques do nosso samba - Francisco Alves (o Chico Viola), Ismael Silva, Nássara, Braguinha (João de Barro), Orestes Barbosa, Mário Reis, Lamartine Babo, Almirante.

Pois saiba que eles foram grandes amigos de Noël, companheiros de boêmia e de canção. Uns só cantavam suas músicas; outros compunham com ele, mas todos se encontravam invariavelmente nas mesas dos botequins.

E essas cantoras? Aracy Cortes, Aracy de Almeida e Marília Baptista? Já ouviu falar delas? Também gravaram Noël. Marília fez dupla com ele em vários sambas; Aracy Cortes lançou-o no teatro de revista; Aracy de Almeida, além de cantar composições do nosso artista, freqüentava bares e boates na companhia dele.

Além disso, Wilson Baptista rivalizou com ele na música e Mário Lago – é! ele mesmo! nosso grande ator e também compositor - sem o saber, foi rival de Noël pelo amor de uma garota chamada Ceci.

Todos são também personagens da nossa peça e, se você quiser saber mais sobre eles, entre em nosso site: www.noelrosaomusical.com.br e clique em PERSONALIDADES. Você vai descobrir muita coisa interessante.

Até!


Postado em setembro 23, 2008 - por cybelegiannini

Ismael, Wilson Baptista e Nonô

Por Roberto Cláudio

Sinto-me extremamente lisonjeado em interpretar o ilustre Ismael Silva, um dos maiores compositores do Brasil, que com o amigo Noël Rosa revolucionaram o samba na década de trinta.

Confesso que desconhecia a obra de Noël Rosa antes de ingressar neste projeto e ainda achava que sabia o que era samba de raiz.

Além de Ismael Silva, que penou nas mãos de Francisco Alves, praticamente cedendo suas composições para sobreviver, interpreto o boêmio Nonô (integrante dos Ases do Samba e amigo de bebedeira do Noël), o malandro Wilson Baptista (protagonista da briga histórica com o “Poeta da Vila”) e o fotógrafo que registra em uma entrevista a última imagem viva de Noël.

O processo de pesquisa das personagens foi interessante, porque, além de jogos teatrais de improviso e laboratório, tivemos ensaios coreográficos e musicais. Tudo isso foi bastante cansativo, mas muito gratificante e sei que o resultado só poderia ser o melhor possível. Cresci muito como ator, abraçando tantas personagens da peça e ainda mostrando minha evolução teatral, dançando e cantando no espetáculo, além de interpretar.


Postado em setembro 15, 2008 - por cybelegiannini

Polêmica: Caetano Veloso X Noël Rosa

Por Cybele Giannini
cymar@uol.com.br

Caetano Veloso, em seu blog www.obraemprogresso.com.br , afirmou, por outras palavras, que Feitiço da Vila contém trecho ostensivo contra a cultura afro. Carlos Sandroni saiu em defesa de Noël em sua resposta. Também eu escrevi no blog dele para contestar seu depoimento (inclusive ao Programa do Jô).

Vai aqui, na íntegra, minha resposta:

Tenho o mais profundo respeito por esse grande artista que é Caetano Veloso, cuja carreira acompanho desde o início, mas, como outras pessoas aqui, não posso deixar de discordar de sua postura em relação a Noël Rosa e, mais especificamente, à obra-prima “Feitiço da Vila”.

Estudei profundamente a vida e a obra de Noël para escrever sobre isso uma peça teatral e nelas não há nada que leve aos adjetivos “homófobo”, “racista”, nem mesmo “classe-média”. Muito pelo contrário.

“Feitiço da Vila” foi escrito, segundo Carlos Didier e João Máximo, em homenagem à Rainha da Primavera de 1934, Lela Casatle, nascida em Vila Isabel. Não foi uma resposta a Wilson Baptista, porque a polêmica entre eles ainda não existia.

O que Noël fez foi apenas exaltar sua Vila, aproveitando-se do fato de Lela ter sido coroada.

Os versos: “A zona mais tranqüila/ é a nossa vila/ o berço dos folgados/ Não há um cadeado no portão/ pois lá na vila não há ladrão” foram insertos mais tarde em alusão ao fato de, anteriormente, a Vila ter sido palco de inúmeros assaltos. O que Noël desejava, com esses novos versos, era mostrar que aquele tempo já havia acabado.

Noël não se importava com a necessidade inquietante de Wilson provocá-lo. Só duas vezes respondeu a essas provocações, com as músicas “Rapaz Folgado” e “Palpite Infeliz”. Já Wilson chegou a satirizar o aspecto de Noël em “Frankestein da Vila”, e ele nem se importou com isso!!! Lembro também que, mais tarde, os dois ficaram amigos e até compuseram um samba juntos (“Terra de Cego”).

Sobre o verso “A Vila tem um feitiço sem farofa”, como professora de Português, desejo elucidar que, nas décadas de 1920/1930, “sem farofa” era expressão bastante empregada para dizer apenas “sem conversa fiada”, “sem superficialidade”.

Quando Noël acrescenta “sem vela e sem vintém” quer certamente referir-se à mandinga que ele observava a todo momento nas ruas do Rio daquele tempo, porém não está criticando os “feiticeiros”, e, sim, o “feitiço que faz mal”, mas também com a conotação de “fascínio, encantamento, que faz bem”. Daí a generalizar e afirmar que ele se refere a negros é forçar muito uma interpretação.

Noël foi amigo de grandes artistas negros: Cartola, Ismael Silva e Nonô (tio de Cyro Monteiro e Cauby Peixoto), além de Aracy de Almeida e Madame Satã, a quem dedicou o samba “Mulato Bamba”. Não gostava de ambientes requintados, pertencia à classe média baixa de Vila Isabel, fugia de festas “de família”, tinha um fraco por pessoas humildes (inclusive mulheres), com quem se identificava mais.

Mário Reis foi seu intérprete, sim, mas não o principal. Noël não freqüentava os ambientes de Mário. O contrário é que era verdadeiro.

Não esqueçamos também que Mário Reis era, segundo se dizia na época, homossexual. E amigo de Noël, como Madame Satã! Então como se adapta o adjetivo “homófobo” a esse dado?

Acrescente-se a tudo isso que Noël não era da “elite”. Só entrou na Faculdade de Medicina por vontade dos pais, mas nem chegou ao meio do 1º ano. Abandonou tudo pelo samba e a boêmia. Sua família era pobre: a mãe dava aulas em casa para sustentar a família; o pai, antes de enlouquecer, trabalhava em Araçatuba para enviar parco dinheiro para a mulher. Que classe média é essa?

Gostaria muito de que Caetano revisse seu ponto-de-vista e descobrisse que Noël não tinha preconceito nenhum, não tinha “farofa”, era e ainda é, como dizia Aracy, “aquele de quem não resta a menor dúvida”.

Como fã de Noël e de Caetano, essas suspeitas sobre o primeiro, vindas do segundo, entristecem-me bastante.

Abraços noelinos.

Para ler toda a polêmica: www.obraemprogresso.com.br (na BUSCA, digite FEITIÇO DA VILA)


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