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Vila Isabel veste luto. Pelas esquinas escuto Violões em funeral... Choram bordões, choram primas, Soluçam todas as rimas Numa saudade imortal!
Entre as nuvens escondida Como de crepe vestida A lua fica a chorar... E o pranto que a lua chora Goteja, goteja agora Dos oitis do Boulevard!
Adeus, cigarra vadia, Que, mesmo em tua agonia, Cantavas para morrer. Tu viverás na saudade Da tua grande cidade Que não te há de esquecer...
Adeus, poeta do povo Que ressuscitas e novo Quando na morte descambas... Sinhô de pele mais clara No qual Sinhô encarnara A alma sonora dos sambas!
Toda a cidade soluça, Comovida se debruça Sobre o caixão de Noël... Estácio, Matriz, Salgueiro, Todo o Rio de Janeiro Consola Vila Isabel! (Versão gravada por Sylvio Caldas - 1951)
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