Minha viola Tá chorando com razão Por causa duma marvada Que roubou meu coração. (BIS)
Eu não respeito Cantadô que é respeitado Que no samba improvisado Me quisé desafiá. Inda outro dia Fui cantá no galinheiro O galo andou o mês inteiro Sem vontade de cantá. Nesta cidade Todo o mundo se acautela Com a tal de febre amarela Que não cansa de matá, E a Dona Chica Que anda atrás de mau conselho Pinta o corpo de vermelho Pro amarelo não pegá.
Eu já jurei Não jogá com seu Saldanha Que diz sempre que me ganha No tal jogo do bilhá, Sapeca o taco Nas bola de tal maneira, Que eu espero a noite inteira Pras bola carambolá. Conheço um véio Que tem a grande mania De fazê economia Pra modelo de seus filho, Não usa prato, Nem moringa, nem caneca E quando senta é de cueca Pra não gastá os fundilho.
Eu tive um sogro Cansado dos regabofes Que procurou o Voronoff, Doutô muito creditado, E andam dizendo QUe o enxerto foi de gato Pois ele pula de quatro Miando pelos telhado. Adonde eu moro Tem o bloco dos filante Que quase que a todo instante Um cigarro vem filá E os danado Vem bancando inteligente Diz que tão com dô de dente Que o cigarro faz passá.