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Gavick News Image I

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2. Minha Viola – 1929 (Noël Rosa)

Minha viola
Tá chorando com razão
Por causa duma marvada
Que roubou meu coração. (BIS)

Eu não respeito
Cantadô que é respeitado
Que no samba improvisado
Me quisé desafiá.
Inda outro dia
Fui cantá no galinheiro
O galo andou o mês inteiro
Sem vontade de cantá.
Nesta cidade
Todo o mundo se acautela
Com a tal de febre amarela
Que não cansa de matá,
E a Dona Chica
Que anda atrás de mau conselho
Pinta o corpo de vermelho
Pro amarelo não pegá.

Eu já jurei
Não jogá com seu Saldanha
Que diz sempre que me ganha
No tal jogo do bilhá,
Sapeca o taco
Nas bola de tal maneira,
Que eu espero a noite inteira
Pras bola carambolá.
Conheço um véio
Que tem a grande mania
De fazê economia
Pra modelo de seus filho,
Não usa prato,
Nem moringa, nem caneca
E quando senta é de cueca
Pra não gastá os fundilho.

Eu tive um sogro
Cansado dos regabofes
Que procurou o Voronoff,
Doutô muito creditado,
E andam dizendo
QUe o enxerto foi de gato
Pois ele pula de quatro
Miando pelos telhado.
Adonde eu moro
Tem o bloco dos filante
Que quase que a todo instante
Um cigarro vem filá
E os danado
Vem bancando inteligente
Diz que tão com dô de dente
Que o cigarro faz passá.

Minha viola...

 

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