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11. Quando o Samba Acabou – 1932 (Noël Rosa)

Lá no morro da Mangueira
Bem em frente à ribanceira
Uma cruz a gente vê
Quem fincou foi a Rosinha
Que é cabrocha de alta linha
E nos olhos tem seu ‘não sei quê’.

Numa linda madrugada,
Ao voltar da batucada,
Pra dois malandros olhou a sorrir.
Ela foi-se embora e os dois ficaram,
Dias depois se encontraram pra conversar e discutir.

Lá no morro, uma luz somente havia:
Era a lua que a tudo assistia
Mas, quando acabava o samba, se escondia.

Na segunda batucada,
Disputando a namorada,
Foram os dois improvisar
E, como em toda façanha,
Sempre um perde e outro ganha,
Um dos dois parou de versejar.

E, perdendo a doce amada,
Foi fumar na encruzilhada,
Ficando horas em meditação.
Quando o sol raiou, foi encontrado
Na ribanceira, estirado
Com um punhal no coração.

Lá no morro, uma luz somente havia:
Era o sol quando o samba acabou...
De noite não houve lua, ninguém cantou...

Mário Reis - Quando O Samba Acabou
 

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6302

 

 

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