Numa linda madrugada, Ao voltar da batucada, Pra dois malandros olhou a sorrir. Ela foi-se embora e os dois ficaram, Dias depois se encontraram pra conversar e discutir.
Lá no morro, uma luz somente havia: Era a lua que a tudo assistia Mas, quando acabava o samba, se escondia.
Na segunda batucada, Disputando a namorada, Foram os dois improvisar E, como em toda façanha, Sempre um perde e outro ganha, Um dos dois parou de versejar.
E, perdendo a doce amada, Foi fumar na encruzilhada, Ficando horas em meditação. Quando o sol raiou, foi encontrado Na ribanceira, estirado Com um punhal no coração.