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O Brasil na Época de Noël - 1930

Getúlio Vargas e a Revolução de 30

Presidente Getulio VargasConforme era costume, baseado na política do café com leite, o próximo Presidente da República, a partir de 1930, depois de um paulista, deveria ser um mineiro. Porém Washington Luís decidiu quebrar o acordo, para dar continuidade a sua política econômico-financeira (de protecionismo ao café, principalmente), e lançou Júlio Prestes, governador de São Paulo, como candidato.

Antônio Carlos de Andrada, governador de Minas Gerais, certo de ser o próximo a ocupar o posto e descontente com o rompimento da aliança, decidiu apoiar um candidato do Estado gaúcho que, em princípio, parecia não concordar inteiramente com a resolução do mineiro. No entanto quando, mesmo avisado por Getúlio do que estava para acontecer, Washington Luís não mudou de opinião e reafirmou a candidatura de Júlio Prestes, formou-se a Aliança Liberal entre Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Paraíba, lançando Getúlio Vargas (RS) como Presidente e João Pessoa (PB) como vice.

Apesar disso, com receio de represálias futuras, Getúlio e Borges de Medeiros, pressentindo a possível derrota, já se haviam comprometido a reconhecer a vitória do adversário e a colaborar com o governo, fosse qual fosse o resultado das eleições. Eles estavam certos: Júlio Prestes venceu por grande margem de votos.

Tudo parecia bem, ainda que se falasse em uma provável (e remota) revolução, quando João Pessoa (sobrinho do ex-presidente Epitácio Pessoa) foi assassinado em Recife por um certo João Dantas por questões políticas regionais. O crime mexeu com todo o Brasil e inflamou os jovens políticos gaúchos, mineiros e paraibanos. O nome da capital da Paraíba passou a ter o nome do governador morto, e o “NEGO”, lema da nova bandeira, refere-se à possível recusa de João Pessoa a Washington Luís de apoiar Júlio Prestes.

Uniram-se aos gaúchos, nessa empreitada, os tenentes das revoltas de 1922 e 1924, exilados no Uruguai e na Argentina, com exceção de Luís Carlos Prestes que, agora marxista, negou-se a aderir ao movimento.

Antônio Carlos Andrada passou o governo de Minas para seu sucessor, Olegário Maciel, que concordou com o golpe. Estava formada a tríade que deporia Washington Luís e impediria Júlio Prestes de tomar posse.

Getúlio partiu do Rio Grande do Sul com as tropas e, subindo em direção ao Rio de Janeiro, foi tomando os Estados. Houve luta e resistência, mas os revoltosos iam saindo-se vitoriosos. Em São Paulo, surpreendentemente, Getúlio foi aclamado e, apesar disso, deixou um interventor no governo paulista.

Enquanto isso, no Rio, os generais Tasso Fragoso e Mena Barreto e o Almirante Isaías de Noronha assumiram o poder até a chegada de Getúlio em 31 de outubro. Começava o Governo Provisório.

Noël só terminou nesse ano os estudos secundários porque Getúlio baixou uma portaria que determinava que em 1930 todos os alunos fossem aprovados, porque as aulas estavam suspensas desde o início da Revolução. Tinha sido reprovado novamente em História do Brasil.

 

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