Talvez tenha sido uma conspiração dos deuses da música, mas o fato é que esse foi um dos momentos mais importantes da música popular brasileira: no mesmo local (Rio de Janeiro) e na mesma época (década de 1920/30), surgiu um sem-número de talentos. Foi a chamada Época de Ouro do Samba.
Entre os inúmeros compositores e/ou letristas estavam Noël Rosa, Lamartine Babo, Braguinha (João de Barro), Alberto Ribeiro, Nássara, Orestes Barbosa, Ismael Silva, Mário Lago, Vadico, Wilson Baptista, NÃlton Bastos, Ary Barroso, Cartola, Bide, Marçal, Custódio Mesquita, Assis Valente, André Filho, Heitor dos Prazeres, LuÃs Peixoto, Roberto Martins, Christóvam de Alencar, Roberto Roberti, Haroldo Lobo, LupicÃnio Rodrigues, Ataulfo Alves e Geraldo Pereira.
Entre os intérpretes figuravam, entre outros, Francisco Alves, Mário Reis, Almirante, Aracy Cortes, Aracy de Almeida, MarÃlia Baptista, Orlando Silva, Sylvio Caldas, LuÃs Barbosa, Castro Barbosa, Carmen e Aurora Miranda, Moreira da Silva, Joel & Gaúcho, Bando da Lua, Elisa Coelho, as Irmãs Pagãs, João Petra de Barros, Carlos Galhardo e Vicente Celestino.
Os músicos, entre muitos, eram: Pixinguinha (flauta, arranjos), Benedicto Lacerda (flauta), Nonô (piano), Garoto (violão, banjo, bandolim, cavaquinho e outros instrumentos), Luperce Miranda (bandolim), Donga (cavaquinho e violão) e João da Baiana (pandeiro).
Vários dessa constelação toda, no entanto, não se restringiam a uma única categoria. Por exemplo: Braguinha e Cartola também gravaram discos como intérpretes, Sylvio Caldas, Francisco Alves, Pixinguinha, Garoto e MarÃlia Baptista foram também compositores. MarÃlia também era expert no violão e Vadico, grande pianista.
Noël Rosa enquadrou-se nas três artes: além de compositor e exÃmio letrista, era também muito bom violonista e cantou várias músicas suas, sozinho, em duetos e no Bando de Tangarás (em shows e discos).
(Cf. bibliografia: Uma História da Música Popular Brasileira, de Jairo Severiano)
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