| Cartola (1908-1980) |
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Continuou compondo (principalmente com Carlos Cachaça) e trabalhando ativamente nos carnavais por sua Mangueira até 1941, quando desapareceu, sendo inclusive dado por morto. Só voltou ao cenário musical em 1956 quando o cronista Sérgio Porto (Stanislaw Ponte Preta) o encontrou lavando carros num prédio.
Já vivendo com D. Zica, abriu com ela, em 1964, o Zicartola, restaurante com música ao vivo que virou moda na época.
Apenas em 1974 conseguiu gravar seu primeiro LP, pelo qual recebeu prêmios. Gravaria só mais três porque um câncer o levaria logo. De suas músicas, as mais conhecidas são As Rosas Não Falam, Alvorada, O Sol Nascerá, porém deixou inúmeras, tão ou mais belas que essas. Grande amigo de Noël Rosa (inclusive escreveu uma canção dedicada a ele após a morte), compuseram muito juntos (Noël não saÃa do barraco do companheiro e conta-se inclusive que Deolinda, a primeira mulher de Cartola, costumava dar banho nos dois quando chegavam embriagados), mas quase a totalidade das músicas se perdeu porque, além de os dois não terem maiores ambições, elas foram feitas em momentos de bebedeira e descontração. As que restaram foram: Qual Foi o Mal que Eu te Fiz? e Rir (esta também assinada por Francisco Alves).  |


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