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Pixinguinha (1897-1973)

Alfredo da Rocha Viana Filho recebeu o apelido de Pixinguinha pela mistura de Pizindim (menino bom, em dialeto africano), como o chamava a avó, com Bexiguinha (cognome resultante de ter tido varíola quando criança.).

Cresceu ouvindo o gênero choro em sua casa aonde o pai levava os amigos músicos; teve aulas de música com Irineu de Almeida (Irineu Batina) que o colocou, aos 14 anos, para tocar flauta e ser diretor de harmonia do rancho Filhas da Jardineira. Nessa época também entrou para a Orquestra Rio Branco e gravou seus primeiros discos como integrante do grupo Choro Carioca, tocando polcas, tangos e xotes. Já sabendo ler e escrever música, fez então sua primeira composição: o choro Lata de Leite.

Durante alguns anos, apresentou-se em cabarés da Lapa, tocou em teatro, circos e cinemas e continuou a compor e a gravar, mas foi em 1917, com apenas 20 anos de idade, que escreveu e lançou, com seu grupo, a valsa Rosa, que em pouco tempo tomaria conta do Brasil.

Em 1916, fez a partitura para piano do primeiro samba gravado: Pelo Telefone, de Donga.

Em 1919, formou o grupo Oito Batutas, com Donga e Raul Palmieri no violão; China, seu irmão, no vocal, violão e piano; Nelson Alves, no cavaquinho; Jacó Palmieri, no pandeiro; Luís de Oliveira, na bandola e no reco-reco; José Alves de Lima, no bandolim e ganzá, e ele, na flauta. O conjunto fez logo sucesso e tocou em várias festas da alta sociedade, além de em cabarés e cinemas.

O milionário Arnaldo Guinle resolveu apadrinhar o grupo, já reformulado com a entrada de Sizenando Santos no pandeiro e José Monteiro como cantor, e financiou a viagem deles a Paris onde se apresentaram por seis meses no Dancing Schéhérazade.

Ainda foram para a Argentina e fizeram muito sucesso por lá, porém houve um desentendimento entre eles e alguns do grupo retornaram ao Brasil, enquanto outros, entre eles Pixinguinha, ficaram em Buenos Aires.

Quandos todos estavam de volta ao Rio, o grupo reintegrou-se sob o nome de Bi-Orquestra Os Batutas e, adotando outros instrumentos e ritmos, como o fox-trote, tocou até 1926 quando Pixinguinha juntou-se à Companhia Negra de Revista (de artistas exclusivamente afrodescendentes) e com ela viajou para vários lugares.

Em 1928, com a Orquestra Pixinguinha-Donga, organizada pelo último, lançou a música que se tornaria outro hino brasileiro: Carinhoso (ainda sem a letra do nosso Braguinha, só incorporada à música em 1937).

A partir de 1929, passou a trabalhar como músico e arranjador da RCA Victor, acompanhando Carmen Miranda, Francisco Alves, Mário Reis, Orlando Silva, etc.

Na gravadora Columbia, acompanhou Mário Reis nas gravações de Vejo Amanhecer e Filosofia, de Noël Rosa.

Em 1946, trocou a flauta pelo sax-tenor e fez duetos famosos, em várias músicas, com o flautista Benedicto Lacerda.

Ao longo da carreira, tocou e compôs todo tipo de ritmo musical e até fez parceria com Vinícius de Morais, inclusive em Lamento.

Teve dois infartos, dos quais o último foi fatal. No enterro de Noël estava presente.