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Pianista excelente, Custódio também tocava bateria, foi ator e renomado compositor.
De classe média, a afinidade que ele tinha com Noël Rosa ia além: eram sempre vistos junto do povo, dos mendigos, dos garis, apesar da austeridade do semblante e da elegância dos trajes dele (diferentemente de Noël cuja fama era de desleixado com a aparência).
Uma de suas primeiras composições, Prazer em Conhecê-lo, foi feita em parceria com Noël e gravada por Mário Reis e, ainda que continuassem amigos e companheiros de boêmia e de música até a morte de nosso artista, nunca mais repetiram a façanha.
Diziam que era um homem muito bonito e conquistador e, depois de atuar em filmes, tais como Alô, Alô, Brasil e Moleque Tião, recebeu, apesar da fama de arrogante, a alcunha de "Tyrone Power brasileiro", em alusão ao galã americano. Foi ator do teatro de revista, para cujas peças compôs várias músicas, diretor artístico da Rádio Clube do Pará e fez temporada de sucesso como pianista na Argentina.
Como compositor, deixou muitas músicas inesquecíveis: Nada Além e Enquanto Houver Saudade (com Mário Lago), Mulher (com Sadi Cabral), Papai Noel (Felicidade), Quem É? (com Joracy Camargo), Saia do Caminho, Velho Realejo e Como os Rios que Correm pro Mar (com Evaldo Ruy).
No piano acompanhou várias estrelas da época que também lhe gravaram músicas: Orlando Silva, Carmen e Aurora Miranda, Sylvio Caldas e Mário Reis.
Morreu por problemas hepáticos e, ironicamente, sua última composição, com Freire Júnior, chamou-se Despedida.
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