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Em menino, Benedicto aprendeu a tocar flauta, instrumento que o acompanhou a vida inteira.
Nascido em Macaé (RJ), quando mudou para a capital, foi morar no morro do Estácio onde conviveu com a nata do samba e recebeu disso muita influência.
Diplomado em flauta, de 1922 a 1927 pertenceu ao corpo da PolÃcia Miltar, onde participou da banda oficial e depois foi solista.
Após dar baixa, passou a acompanhar, em gravações, os grandes cantores da época e a tocar também em orquestras e conjuntos, até criar seu próprio grupo, cujo nome, dado por Sinhô, era Gente do Morro que contou, entre outros, com Canhoto (cavaquinho), Carlos Lentine e Gorgulho (violões) e Russo (pandeiro), além dele, que regia, cantava e tocava flauta.
Quando se desfez o conjunto, ele começou a tocar com Pixinguinha com quem viajou pelo Brasil, inventando um novo estilo de tocar flauta, com contrapontos e introduções.
Um dos melhores flautistas de sua geração, Benedicto também se tornou autor e, das muitas músicas que compôs, a mais famosa foi Jardineira (com Humberto Porto), sucesso na voz de Orlando Silva.
Noël Rosa fez parte do Gente do Morro quando de uma excursão do grupo ao norte fluminense e ao EspÃrito Santo, já que Lentine e Gorgulho não quiseram ir por acharem que era uma viagem muito aventuresca. Estavam certos: a temporada foi um fracasso, embora Benedicto e Noël fossem famosos no Brasil todo e os outros (Russo do Pandeiro, Coringa, Macrino Medeiros, Grijó Sobrinho e Itamar de Souza), excelentes músicos e humoristas. Em nossa peça, esse episódio é abordado.
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