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Apelidado de O Berro por causa da potência da voz, o tenor Vicente Celestino manteve-se em atividade artística (música e teatro) durante praticamente 50 anos.
Foi sapateiro e servente de pedreiro e começou a cantar com 8 anos de idade, participando de uma montagem da ópera Cármen, de Bizet, o que lhe valeu o convite pelo grande Enrico Caruso para estudar canto na Itália, mas seu pai não permitiu que ele fosse.
Passou a cantar em festas, saraus, bares e a fazer serenatas, abandonando o emprego formal para dedicar-se completamente à música.
Foi ator e cantor da Companhia Leopoldo Froes e com ela apresentou-se em São Paulo, Porto Alegre, Recife e Salvador.
Depois de estudar canto no Teatro Municipal do Rio de Janeiro, atuou em peças como protagonista e fundou sua própria companhia de opereta com a atriz Laís Areda em 1920. Dissolvendo-se essa companhia, fundou outra, desta vez com a cantora Cármen Dora e com ela viajou pelo Brasil todo.
Gravou vários sucessos, como, por exemplo, Urubu Subiu, Nênias, Rasguei o Teu Retrato, Patativa, Coração Materno e O Ébrio (as duas últimas transformadas em peças teatrais).
Casou-se com a atriz-cantora Gilda de Abreu e com ela fez peças e filmes. Morreu de infarto em São Paulo quando ia ser homenageado pelos tropicalistas num programa de televisão.
Ídolo do cantor Francisco Alves, Vicente Celestino frequentava, em Vila Isabel, os saraus promovidos pelo médico Dr. Graça Mello, um dos obstretas no parto de Noël e posteriormente seu padrinho.
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